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E ali estão dois seres humanos sendo seviciados de uma forma extremamente cruel pelos seus semelhantes.
São os últimos dois que ainda querem manter respeito pelas Leis de Deus, as Tábuas da Lei, do tempo de Moisés.
Os Anjos pairam e observam. Cada vez mais tristes, mas também cada vez mais irritados.
A turba não dá descanso aos dois infelizes, obcecados em impedi-los de se manterem fieis às regras e aos pensamentos que lhes permitiriam ascender a uma existência de nível superior.
Sombras escuras, difusas, movimentam-se, esgueiram-se pelo meio da turba.
Não sei se os dois desgraçados acabam por sucumbir ao sofrimento que lhes é infligido, renegando os seus princípios guia fundamentais. Perdi-lhes o contacto, porque, entretanto, a minha atenção é canalizada para algo de pessoal. É me mostrado como alguém próximo de mim sofreu uma permanente marcação, por uma das tais sombras negras, ao longo da sua vida.
Isto deixa-me um sentimento que se pode descrever como de uma imensa tristeza misturada com uma grande irritação. Essa tristeza é levada ao extremo enquando vejo chegar o momento em que a paciência se esgota e todo o poder e fúria dos Anjos se abate sobre os desgraçados que se deixaram perder. Sim, se deixaram perder, porque se deixaram influenciar pelas tais sombras negras que entre eles se movimentam.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
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